As investigações da Polícia Civil de São Paulo no âmbito da Operação Vérnix foram oficialmente finalizadas e resultaram no indiciamento formal da advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra e de Marco Willians Herbas Camacho, conhecido publicamente como Marcola e apontado como a principal liderança da organização criminosa PCC. Ambos respondem pelas acusações graves de prática de lavagem de dinheiro e de participação em organização criminosa.
Os relatórios detalhados apontam que o grupo utilizava um sofisticado sistema de ocultação de capitais por meio da abertura sucessiva de diversos CNPJs e empresas de fachada. A influenciadora digital acabou entrando definitivamente na mira dos investigadores policiais após a identificação de repasses financeiros expressivos e constantes que não possuíam justificativa ou origem clara. As transações eram ligadas a uma empresa de transportes instalada estrategicamente de forma adjacente a um estabelecimento prisional situado no município de Presidente Venceslau.
As apurações policiais revelaram que Marcola, seu irmão Alejandro Herbas Camacho Júnior, e seus sobrinhos Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho atuavam nos bastidores como sócios ocultos da referida transportadora, operando a lavagem de dinheiro da facção. Além dos membros da família Camacho e de Deolane Bezerra, a polícia civil indiciou o contador do grupo, Eduardo Affonso Rodrigues, e Everton de Souza, conhecido como “Player”, sob a suspeita de gerenciar as aberturas de firmas e os fluxos de dinheiro.
Durante o cumprimento dos mandados da Operação Vérnix, foram apreendidos quatro veículos de luxo pertencentes à Deolane Bezerra, com valor estimado superior a R$ 5 milhões de reais. Imóveis de alto padrão localizados no bairro do Tatuapé também foram alvos de buscas detalhadas, incluindo um apartamento na Rua da Meação onde a influenciadora residiu temporariamente há cerca de três anos. A autoridade policial representou ao Poder Judiciário pelo bloqueio de bens adicionais, apreensão de mais veículos e a custódia das joias e relógios de valor recolhidos. Em nota oficial, a defesa declarou que acompanha o inquérito e que o indiciamento não configura uma culpa formada.




