Segundo o site Metrópoles, os jogadores declaradamente homossexuais da Seleção Brasileira de Vôlei Masculino foram vítimas de uma série de ataques homofóbicos brutais nas redes sociais. Os crimes virtuais e as ofensas começaram a circular de forma intensa nos comentários de uma publicação em vídeo que mostrava os bastidores, o clima descontraído e a preparação intensa do time nacional para a disputa da Liga das Nações. Nas imagens divulgadas, os atletas posavam alegremente para a câmera.
Quatro jogadores que integram o elenco do time brasileiro foram os alvos diretos dos comentários preconceituosos na web: o ponteiro Douglas Souza, o líbero Douglas Pureza, o líbero Maique Reis e o levantador Adriano Xavier. Internautas deixaram mensagens extremamente preconceituosas na postagem oficial, questionando a masculinidade dos atletas e proferindo frases ofensivas que desrespeitam diretamente a orientação sexual dos profissionais que defendem o país em quadra. Os ataques geraram imediata revolta entre torcedores e a comunidade esportiva brasileira.
Diante da gravidade incontestável do ocorrido, a coluna da jornalista Fábia Oliveira consultou uma advogada criminalista especializada no tema para destrinchar o cenário. A especialista explicou detalhadamente que as manifestações homofóbicas na internet não saem impunes e configuram crimes graves de racismo social ou injúria racial, conforme entendimento pacificado pelo Supremo Tribunal Federal. A advogada apontou que as consequências criminais para os autores dos comentários incluem processos formais, identificação de IPs pela polícia especializada em crimes cibernéticos e penas de reclusão que variam de dois a cinco anos de prisão.
Fonte: Metrópoles




