Fábio Porchat, conhecido por seu humor ácido e posicionamentos claros, não perdeu a oportunidade de fazer piada com uma movimentação política que tenta restringir sua presença ou prestígio em determinadas esferas. Um projeto foi protocolado com a intenção de declará-lo como “persona non grata”, termo usado para designar alguém que não é bem-vindo em certas localidades ou instituições. Em vez de demonstrar preocupação, Porchat utilizou suas redes sociais para tirar sarro da situação, questionando a utilidade de tal medida diante dos problemas reais enfrentados pela população. O comediante argumentou que esse tipo de iniciativa serve apenas como cortina de fumaça e tentativa de intimidação contra artistas que utilizam o humor para criticar o poder.
A reação de Porchat foi amplamente apoiada por colegas de profissão e defensores da liberdade de expressão, que enxergam no projeto uma forma de censura velada. O artista reforçou que continuará produzindo seus conteúdos, peças e programas sem se deixar abalar por tentativas de retaliação política. Para ele, ser considerado indesejado por certos setores é, na verdade, um sinal de que seu trabalho está cumprindo o papel social de provocar reflexão através do riso. O caso segue em discussão em âmbitos legislativos, mas o impacto prático na carreira de Porchat parece ser nulo, servindo apenas para alimentar mais roteiros de comédia.





