Segundo o site IstoÉ, o influenciador digital Rico Melquiades passou a ser formalmente investigado pelas autoridades sob a acusação de coação eleitoral e assédio moral no ambiente de trabalho. A apuração foi iniciada após a circulação de um vídeo gravado e publicado pelo próprio produtor de conteúdo nas redes sociais, gerando forte repercussão pública e questionamentos jurídicos.
Na gravação divulgada, o influenciador questiona o posicionamento político das suas colaboradoras. Durante a interação, o ex-participante de reality show expressa descontentamento com a preferência partidária exposta por uma das funcionárias, que declarou voto e apoio ao Partido dos Trabalhadores (PT). Em tom ostensivo, o criador de conteúdo sinaliza a possibilidade de demissão em razão do alinhamento ideológico manifestado no diálogo.
A divulgação das imagens motivou a intervenção do Ministério Público Eleitoral, que passou a examinar o caso com o objetivo de verificar se houve prática ilícita caracterizada por assédio eleitoral ou abuso do poder econômico na relação empregatícia. A legislação brasileira veda expressamente a coação ou intimidação de empregados para influenciar a liberdade de voto e manifestação política individual.
O caso desencadeou amplo debate sobre os limites das relações de trabalho no universo das empresas mantidas por influenciadores e criadores de conteúdo digital. Especialistas em direito do trabalho pontuam que atos de constrangimento por convicção política configuram infrações graves sujeitas a penalidades administrativas e indenizações. As autoridades darão prosseguimento aos trâmites legais para analisar os depoimentos e a íntegra dos materiais gravados.
Fonte: IstoÉ





