A Paramount Skydance e a Warner Bros. Discovery tomaram a decisão oficial de adiar a conclusão da sua megafusão, avaliada em US$ 110,9 bilhões, para o dia 1º de junho de 2027, ou até cinco dias após a sentença final da ação antitruste que tenta vetar a união dos estúdios nos Estados Unidos.
O novo acordo estende o congelamento das negociações que havia sido determinado pela Justiça da Califórnia, encaminhando o caso diretamente para o julgamento de mérito. A medida ocorreu após o Tribunal Distrital do Norte da Califórnia conceder uma ordem de restrição temporária movida por uma coalizão composta por 12 estados americanos. Em função da tratativa entre as partes, a audiência de injunção previamente marcada foi cancelada, enquanto o sindicato dos roteiristas (Writers Guild of America) retirou o seu pedido de liminar.
A paralisação prolongada do negócio foi celebrada pelo procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, que ressaltou a importância da ação para a proteção dos profissionais da indústria cinematográfica, das salas de exibição e dos consumidores. Em contrapartida, a Paramount classificou o adiamento como um movimento estratégico para demonstrar a viabilidade e a concorrência da transação sem a interferência de disputas liminares.
No entanto, o adiamento trará repercussões financeiras diretas para a Paramount. Por não selar o acordo até o prazo estipulado no contrato original, de 30 de setembro, a empresa ativará uma cláusula de penalidade correspondente a US$ 0,25 por ação da Warner a cada trimestre de atraso, valor estimado em aproximadamente US$ 7 milhões diários aos cofres da companhia.
Apesar de a transação já ter obtido aprovações regulatórias incondicionais do Departamento de Justiça dos Estados Unidos e da Comissão Europeia, o bloqueio promovido pelos estados norte-americanos se consolidou como o principal obstáculo jurídico para a consolidação da fusão.





