O cantor Xanddy abriu o jogo sobre as decisões estratégicas que moldaram sua trajetória profissional e a transição de sua imagem pública. Durante a entrevista, o artista revelou que, logo nos primeiros anos de carreira, começou a se incomodar intensamente com o fato de ser amplamente visto e rotulado como um dançarino ou bailarino, enquanto seu talento como cantor ficava em segundo plano nas notícias e no destaque da mídia. Ele relembrou episódios frustrantes em que repórteres terminavam entrevistas em seu camarim e pediam de forma direta para ele apenas dançar, ignorando completamente sua voz. Essa situação se repetiu por mais de 20 vezes, gerando um profundo incômodo no artista.
Para reverter esse cenário e desconstruir o estereótipo do cantor que era valorizado apenas pela dança, Xanddy tomou a iniciativa de reduzir gradativamente seus movimentos nos palcos. Essa mudança permitiu que ele se dedicasse mais intensamente aos estudos de canto, aprimorando significativamente sua técnica, timbre e controle de fôlego, o que gerou uma perceptível evolução vocal entre os anos de 1999 e 2005. Paralelamente, o cantor aproveitou o momento para desmistificar um boato antigo de que se apresentava sem cueca sob as calças de capoeira no início da carreira, afirmando categoricamente que sempre usou a vestimenta de forma regular e profissional.
Outro ponto marcante abordado por Xanddy foi o fenômeno de suas caixinhas de perguntas interativas no Instagram, criadas de forma totalmente natural e sarcástica durante o período de isolamento na pandemia. O formato alcançou um engajamento estrondoso de aproximadamente 50 milhões de pessoas. No entanto, o sucesso digital trouxe um novo incômodo: ao ser abordado por uma família em um aeroporto e identificado por uma criança apenas como “o cara das caixinhas”, Xanddy decidiu interromper a frequência diária da dinâmica para evitar que seu trabalho musical fosse novamente ofuscado. Atualmente, ele mantém os números de dança de forma estruturada e coreografada com seu balé, equilibrando perfeitamente a performance e o canto.
Fonte: @modopulse
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