Segundo o site Metrópoles, a Globo Comunicação e Participações apresentou sua defesa no processo judicial movido por Andréa Sorvetão, alegando que a narrativa da ex-paquita é totalmente descabida. O litígio, iniciado em fevereiro de 2025, envolve também a Renato Aragão Produções Artísticas (RA), produtora fundada pelo comediante Renato Aragão. A ex-assistente de palco exige compensações financeiras alegando uso não autorizado de sua imagem em reexibições de Os Trapalhões na TV Globo, no Canal Viva e na plataforma Globoplay, além de comercialização em DVDs e exibição de antigos comerciais da Hering.
No processo, Andréa argumenta ter firmado contratos no início dos anos 1990, nos quais a RA figurava como locadora e a Globo como locatária de seus serviços. A autora sustentou ter recebido valores restritos às exibições originais, imputando também à produtora de Renato Aragão a corresponsabilidade pela inércia quanto à exploração dos conteúdos. Ela solicitou em liminar a retirada de inserções publicitárias do streaming e requereu indenizações por danos morais e materiais, além de multa.
Entretanto, em manifestação entregue à Justiça no dia 20 de julho, a Globo rebateu os pedidos alegando que os contratos assinados fixaram com clareza as possibilidades e regras de remuneração para reprises e comercializações em qualquer suporte de forma ilimitada. A emissora sustentou realizar habitualmente os repasses contratuais à Renato Aragão Produções há mais de 30 anos, declarando que não possui dever direto de pagamento com a artista e que eventuais pendências de valores repassados devem ser resolvidas entre Sorvetão e a produtora parceira.
Além dos repasses financeiros, a defesa jurídica da emissora levantou a tese de prescrição e da “supressio”, ressaltando que a ex-paquita permaneceu em silêncio por décadas — uma vez que as primeiras reexibições ocorreram há 30 anos, os DVDs foram lançados há 17 e o catálogo chegou ao Globoplay há 7 anos. A emissora pontuou ainda que o ajuste de direitos comerciais cabia à produtora e negou a ocorrência de ato ilícito. Até a publicação da reportagem, a Renato Aragão Produções Artísticas ainda não havia apresentado sua defesa oficial nos autos do processo.
Fonte: Metrópoles





