O Instagram começou a liberar para testes no mercado brasileiro uma nova funcionalidade técnica que se tornou alvo imediato de duras críticas e protestos de usuários na internet. A ferramenta integrada opera diretamente na seção de mensagens diretas (DM) do aplicativo e possui a capacidade de mostrar a localização geográfica exata e em tempo real de uma pessoa para a sua respectiva lista de seguidores. A novidade repercutiu após vídeos virais no TikTok alertarem sobre o perigo de rastreamento.
A divulgação do novo recurso gerou uma onda de preocupações legítimas ligadas à segurança pessoal, assédio digital e invasão crassa de privacidade. Internautas de diversas regiões do Brasil criticaram duramente a Meta, dona da plataforma, alegando que o fornecimento de dados de localização tão precisos pode expor os usuários, principalmente influenciadores e minorias, a riscos reais de violência física e perseguição no mundo real. Especialistas em segurança digital também demonstraram ressalvas sobre os perigos da função ativa.
Diante da enorme repercussão negativa e dos questionamentos da imprensa, a Meta emitiu um comunicado oficial para esclarecer o funcionamento do mecanismo de geolocalização. A empresa confirmou que o recurso está disponível apenas para um grupo bastante restrito de contas nesta fase inicial de testes e que não há previsão de lançamento global. A Meta destacou de forma enfática que a ferramenta vem completamente desativada por padrão de fábrica e que cabe exclusivamente ao usuário decidir ativá-la, escolher quais amigos podem ter acesso aos dados geográficos ou simplesmente permanecer navegando no modo invisível.




